Eu estou aqui

Eu estou aqui

terça-feira, 9 de junho de 2026

Me cansei de ficar mudo

 Me cansei de ficar mudo, sem tentar

Sem falar
Mas não posso deixar tudo como está
Como está você?

Tô vivendo por viver
Tô cansado de chorar
Não sei mais o que fazer
Você tem que me ajudar
Tá difícil te esquecer
Impossível não lembrar você

E você como está?
Com o fim do nosso amor
Eu também tô por aí
Já não sei pra onde vou
Quantas noites sem dormir
Alivia minha dor
E me faça, por favor, sorrir

Vem pros meus braços
Meu amor, meu acalanto
Leva esse pranto
Pra bem longe de nós dois
Não deixe nada pra depois
É a saudade que me diz
Que ainda é tempo pra viver feliz

segunda-feira, 25 de maio de 2026

Curitiba

 



Sete anos separam essas duas fotos. Ambas tiradas na mesma árvore o Jardim Botânico de Curitiba, elas não mostram apenas que a árvore cresceu bastante.

As imagens são memórias de momentos muito diferentes na minha vida.

Em dezembro de 2019 eu estava chegando de Ivaí. Passava pelo momento mais sem esperanças da minha vida. Estava recém separado. Sem casa. Sem emprego. Sem dinheiro. Eu não conseguia sonhar, planejar ou imaginar oque seria minha vida nas semanas seguintes. Era o verdadeiro "viver um dia de cada vez". 
A tristeza era minha companheira constante e foi na desesperança que eu me ergui novamente. Foi um momento da minha vida em que eu tinha poucos pontos para me apoiar. Foi bem difícil sair daquele lugar, sabe?

Eu acho que minha força de vontade foi testada exaustivamente e eu me deparei com duas opções: Desistir de tudo seguir como um pária, a exemplo de como meu pai tocou a vida dele ou levantar a cabeça da água que me afogava, respirar profundamente e pegar fôlego para seguir no mar, até achar uma praia.

Eu optei por respirar.

A segunda foto foi tirada durante um fim de semana de passeio. Não eram férias. Não era trabalho. Simplesmente eu optei por pegar um avião e ir passear em Curitiba, em pleno abril de 2026.

Muito bem empregado. Com uma ótima perspectiva de carreira. Sem grandes preocupações financeiras. Apenas fui curtir a vida de forma despretensiosa.

Demorou um pouco, mas a luz do fim do túnel chegou e me agraciou com um modelo de vida que, lá em 2019, eu não imaginava que poderia ter, sabe? 

Fiz questão de tirar essa foto e de visitar novamente o Edifício Palácio Avenida pois foram os locais mais marcantes na minha primeira visita à cidade.
Voltei e mostrei a eles que venci aquela batalha. Sentei na frente do Avenida e pedi um café caro e, logicamente, achei o gosto horrível. Mas mostrei a ele que eu venci, kkk.

Esses tropeços da vida não tiraram o meu bom humor e nem a minha felicidade de viver. Foi por pouco, mas não conseguiram me vencer.

Que venham os próximos desafios.

quinta-feira, 14 de maio de 2026

Manual de pai

Sabe... Ser pai não é tarefa fácil. Pra mim, pelo menos, nunca foi.

Sempre tentei ser presente mas nunca um exemplo. sou humano e falho como todo humano.

Mas ainda assim, tentei fazer tudo com serenidade e com presença.

Nos últimos tempos, meus contatos com o Rafa tem sido válidos. Já tivemos nossos altos e baixos e eu não conseguia ler muita coisa do comportamento dele. 

Não julgo como falha minha pois quem se escondia era ele. Eu estava ali fazendo o melhor que podia.

Acontece que tenho recebido dele, em forma de pílulas, umas revelações bem pesadas do passado dele, sabe?

Coisas que ele diz que aconteceram e que eu não enxerguei na época. Ok, eu tinha mil e uma coisas na cabeça, mas ainda assim, não enxerguei.

E agora ele, como é peculiar no lado de lá da árvore genealógica dele, precisa encontrar um culpado para os seus problemas. Nesse caso, ele achou os pais.

Outro dia lí que é bem fácil para para os filhos culparem os pais pelos seus conflitos. O difícil são os filhos admitirem que os pais estavam ali entregando o seu melhor.

Bom... Sigamos. Existe luz no final desse túnel.

terça-feira, 28 de abril de 2026

A casa novamente

 Sonhei com a casa da minha família novamente.

Novamente em construção.

Novamente com minha mãe.

Novamente uma obra problemática.

Mas desta vez, a casa ficava pronta. Toda branquinha por dentro, com seus cômodos bem divididos e as divisões dos quartos.  meu era uma suíte, assim como o de minha mãe.

Preparamos a mudança mas nesse dia, foi um caos. Meu carro, que era grande e levaria mutas caixas, não estava em casa. Estava emprestado. Dei a sugestão de levarmos apenas o essencial para dormir e acordar no dia seguinte, para estrearmos a casa. Todos gostaram.

Mas ainda assim, não fomos.  Veio o caos. Por fim, ratos apareceram na casa antiga da minha mãe e o combate a eles foi um caos. 

Acordei.


Ontem eu fui ver o calendário. Desde 02/02 que não falo com Cátia. Foi o dia em que a confrontei, puto, sobre a relação do namorado dela com meu filho. Puto demais com a forma como Rafa ficou sabendo. Puto demais com as mentiras que ela me contou.

Bom, são ai uns 3 meses de silêncio absoluto e de vida tomando seu rumo. 

Aquele sentimento de tristeza ainda existe aqui dentro. Aquela impressão de que poderia ter tido mais entendimento, mais paciência, mais compreensão. De todos os lados.

Mas existe também aquela certeza de que eu passaria a vida brigando por coisas inúteis. Com brigas cada vez maiores, com ânimos cada vez mais exaltados, até que eu resolvesse me afastar para recuperar a sanidade. E depois ia querer voltar.

Me dói pensar nela. Me dói não saber como está. Será que esse sonho é sobre um lar que nunca vai se concretizar? 

Bom, que ela saiba que quem criou o bloqueio atual foi ela e que eu estou aqui.


sexta-feira, 6 de março de 2026

Ainda é tempo de ser feliz

 

Me cansei de ficar mudo sem tentarSem falarMas não posso deixar tudo como estáComo está você?
Tô vivendo por viverTô cansada de chorarNão sei mais o que fazerVocê tem que me ajudarTá difícil esquecerImpossível não lembrar vocêE você como está?
Com o fim do nosso amorEu também tô por aíEu não sei pra onde vouQuantas noites sem dormirAlivia minha dorE me faça, por favor, sorrir
Vem pros meus braços, meu amorMeu acalantoLeva esse pranto pra bem longe de nós doisNão deixe nada pra depoisÉ a saudade que me dizQue ainda é tempo pra viver feliz
Vem pros meus braços, meu amor, meu acalanto (meu amor, meu acalanto)Leva esse pranto pra bem longe de nós doisNão deixe nada pra depoisÉ a saudade que me dizQue ainda é tempo pra viver feliz

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

Sonho recorrente

 Eu agora tenho um novo sonho recorrente.

Muito diferente do primeiro, que era sobre morte ou perda de alguém, esse é sobre obras inacabadas. Já aconteceu pelo menos 4x.


Nele eu me encontro ajudando minha mãe a concluir uma obra na casa dela. A parte inferior da casa está pronta mas existe uma obra no segundo andar. As vezes é um quarto, as vezes uma casa anexa, mas sempre algum lugar onde eu vou me instalar. e é justamente nesse local que está o problema.

Sempre tem alguém conhecido tocando a obra. Meu Tio Stalin, um pedreiro conhecido... E alguma coisa sempre empaca a obra.

A parte que fata, está no reboco. Sem luz. Com paredes incompletas... No dessa noite, o problema era a luz. Daí pedi para retirar toda a fiação aérea e começar uma obra pra embutir a luz da rua toda no solo. Coisa de maluco...


sábado, 21 de fevereiro de 2026

Romantico?

 Eu sempre me considerei muito romântico.

Boa parte da minha vida, naqueles tempos em que eu pensava que a solidão seria minha única companheira, eu sempre me achava romântico.

Fazia planos de como cortejar, de como paparicar, de como manter uma chama acesa. Isso era bem legal e me motivava.

Quando finalmente descobri o amor, tenho certeza que coloquei esses planos em prática. Eram cartas, músicas, declarações. Esse romantismo aflorou muito em mim e foi bom demais. Fui muito correspondido também. Era um tempo muito bom.

Com a separação e as crises que vieram, esse romantismo sumiu. Eu sentia, quando cortejava outra pessoa, que não era ali que meu esforço deveria ser canalizado. Que havia algo falso. A coisa não fluía.

Por mais que eu fosse educado, galanteador e charmoso, não conseguia ser romântico.

Depois de separado, quando ainda tinha algum contato com ela, aquele Marcos aflorava de vez em quando. Mas sempre com ela. Com qualquer outra pessoa a coisa era mecânica. Artificial. Com ela, a natureza ditava o ritmo. O mar seguia seu curso.

Bom... Hoje a distância impera. Os últimos acontecimentos vieram como bombas e realmente minha decepção foi grande. Ok, vida que segue.

O curioso é que parece que meu romantismo está aflorando, sabe? Meu receoso, meio desconfiado, mas ele tá por aqui. E isso é muito bom.

É tempo de viver. É tempo de ser feliz. É tempo de ser romântico.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Ao Amor Antigo

O amor antigo vive de si mesmo,

não de cultivo alheio ou de presença.
Nada exige nem pede. Nada espera,
mas do destino vão nega a sentença.

O amor antigo tem raízes fundas,
feitas de sofrimento e de beleza.
Por aquelas mergulha no infinito,
e por estas suplanta a natureza.

Se em toda parte o tempo desmorona
aquilo que foi grande e deslumbrante,
a antigo amor, porém, nunca fenece
e a cada dia surge mais amante.

Mais ardente, mas pobre de esperança.
Mais triste? Não. Ele venceu a dor,
e resplandece no seu canto obscuro,
tanto mais velho quanto mais amor.

Drummond

sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

Uma tristeza que me preenche

 Sabe, Às vezes bate uma tristeza que não sei bem de onde vem.

Ela chega, me preenche, toma meus pensamentos e fica por um tempo.

Como o tempo não para, logo surgem demandas e a tristeza dá lugar o movimento, a ação. E assim a vida segue.

Acho que tme a ver com meu casamento desfeito ainda. Muita coisa me lembra de momentos passados, situações, planos, promessas. Aida me dói muito esse sentimento de derrota.

As lembranças me entristecem, é isso. Mas como fazer para não lembrar? Será que é possível seguir em frente e deixar essa lembrancças pra trás? Acho que não. O trabalho agora é não deixar que elas tragam tristeza. Paralisia.

´
E fato que muito do relacionamento só existe no meu imaginário romanceiro, mas o cérebro entende como real. As dores estavam lá e elas me fizeram recuar, desistir, partir. Acho que minha decisão foi tomada pois eu sabia que nunca chegaria a um porto seguro naquela viagem. Por maior que fosse o sentimento, ela nunca entendeu a sua parte nos problemas. Cansei de carregar o mundo ans costas, sabe? Era pesado.

O MArcos racional sabe disso e fez suas escolhas. O Marcos sentimental ainda sobre. Ele carrega marcas, dores e esperanças.

O conflito que tenho hoje é sobre qual Marcos precisa reinar.