Eu estou aqui

Eu estou aqui

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

Sonho recorrente

 Eu agora tenho um novo sonho recorrente.

Muito diferente do primeiro, que era sobre morte ou perda de alguém, esse é sobre obras inacabadas. Já aconteceu pelo menos 4x.


Nele eu me encontro ajudando minha mãe a concluir uma obra na casa dela. A parte inferior da casa está pronta mas existe uma obra no segundo andar. As vezes é um quarto, as vezes uma casa anexa, mas sempre algum lugar onde eu vou me instalar. e é justamente nesse local que está o problema.

Sempre tem alguém conhecido tocando a obra. Meu Tio Stalin, um pedreiro conhecido... E alguma coisa sempre empaca a obra.

A parte que fata, está no reboco. Sem luz. Com paredes incompletas... No dessa noite, o problema era a luz. Daí pedi para retirar toda a fiação aérea e começar uma obra pra embutir a luz da rua toda no solo. Coisa de maluco...


sábado, 21 de fevereiro de 2026

Romantico?

 Eu sempre me considerei muito romântico.

Boa parte da minha vida, naqueles tempos em que eu pensava que a solidão seria minha única companheira, eu sempre me achava romântico.

Fazia planos de como cortejar, de como paparicar, de como manter uma chama acesa. Isso era bem legal e me motivava.

Quando finalmente descobri o amor, tenho certeza que coloquei esses planos em prática. Eram cartas, músicas, declarações. Esse romantismo aflorou muito em mim e foi bom demais. Fui muito correspondido também. Era um tempo muito bom.

Com a separação e as crises que vieram, esse romantismo sumiu. Eu sentia, quando cortejava outra pessoa, que não era ali que meu esforço deveria ser canalizado. Que havia algo falso. A coisa não fluía.

Por mais que eu fosse educado, galanteador e charmoso, não conseguia ser romântico.

Depois de separado, quando ainda tinha algum contato com ela, aquele Marcos aflorava de vez em quando. Mas sempre com ela. Com qualquer outra pessoa a coisa era mecânica. Artificial. Com ela, a natureza ditava o ritmo. O mar seguia seu curso.

Bom... Hoje a distância impera. Os últimos acontecimentos vieram como bombas e realmente minha decepção foi grande. Ok, vida que segue.

O curioso é que parece que meu romantismo está aflorando, sabe? Meu receoso, meio desconfiado, mas ele tá por aqui. E isso é muito bom.

É tempo de viver. É tempo de ser feliz. É tempo de ser romântico.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Ao Amor Antigo

O amor antigo vive de si mesmo,

não de cultivo alheio ou de presença.
Nada exige nem pede. Nada espera,
mas do destino vão nega a sentença.

O amor antigo tem raízes fundas,
feitas de sofrimento e de beleza.
Por aquelas mergulha no infinito,
e por estas suplanta a natureza.

Se em toda parte o tempo desmorona
aquilo que foi grande e deslumbrante,
a antigo amor, porém, nunca fenece
e a cada dia surge mais amante.

Mais ardente, mas pobre de esperança.
Mais triste? Não. Ele venceu a dor,
e resplandece no seu canto obscuro,
tanto mais velho quanto mais amor.

Drummond